terça-feira, 20 de abril de 2010

#57 - bordando saudade

Eu não sei por onde começar.
Quero que fique assim bem verdadeiro.
Tal como a vontade de te ver agora.
Que é grande, que consome, que me enlouquece.
Ninguém me faz esquecer tua face rubra.
Envergonhado sorriso entre expressões cor-de-cereja.
- Ei, pr'onde pensa que vai, assim, no meio da noite?
Ele quer ganhar o mundo.
Mas, o faz de jeito muito embaralhado.
Nem sequer pensar ele quer.
E perambulando vai. Sem muito no bolso, e bolsa
grande nas costas...





































(Pesa mais a bolsa ou a saudade?)



20/04/10 - MarinaC.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

#56 - soul

Eu nunca fui muito de pensar antes de agir. Sempre era na espoleta.
No reflexo. Na sola gasta que açoita o panguaré na estrada. Eu nunca
fui muito, na verdade, de pensar duas vezes antes de falar. Antes de
opinar. Antes de rebater. Antes de me pronunciar. Eu nunca fui de
pintar parede, de cultivar plantinhas nem de cedo acordar... apesar
de muito querer. Gostava mesmo era do carro do papai lavar.
Eu nunca fui de descrever. Sempre desenhava, pintava e bordava.
Sempre gostei mesmo de falar. Conversar e contar peripércias.
Saltar por aí, mundo afora alcançar. Sempre fui sonhadora e gostava
de sonhar. Inventava mil personagens, me perdia no próprio lençol
que, inda pouco, ajudava a embalar. Nunca contei carneirinhos.
Se dormir não conseguia, corria pro colo da mãe. Ligava a TV, via
hora passando e tocando canção. Hoje gosto de ver como em quase
nada mudei. A não ser no tamanho que, apesar de pouco, ganhei.
No coração ainda uma criança risonha, feliz. Que brinca com o papel
pintando, otimista, o sol que amanhã há de vir.


06/04/10 - MarinaC.

domingo, 4 de abril de 2010

#55 - some melody

- Feliz Páscoa, gente! Que saúde, paz e alegrias possam
colorir as vidas de todos nós! Desculpem-me a ausência...
estou sem computador. Grandes beijos e abraços!


Um mistério de mar
Com ar de marajá
Um charme no andar
E o sorriso a brilhar
Céu, também, a rutilar
Ao te ver

Quando contigo me deparar
Sonhar eu vou
Sonhos tão breves, sopros de ar
Rápidos feito lança a flechar
Intensos como coração a pulsar

Teu olhar penetra fundo
A alma de quem vos chegar
Falar, mirar
E o beijo é tal como mergulho
No mar

Ondas que querem levar
Um mistério que brota da chuva
que chove no mar

03/04/10 - MarinaC.