quarta-feira, 26 de maio de 2010

#61 - Lírio

[ Hoje é meu aniversário, gente (hehe!). E, me bateu uma
vontade de escrever... espero que gostem! Beijos! ]

Na cidade choveu
Hoje choveu na cidade
E tudo cinza ficou
Mas, o cinza era só na cor
O temperamento era outro
Anti-dor
Iniciava-se uma época linda
E lindas flores brotaram
Sol e céu brilharam
Depois que a chuva passou
Menina se penteou
Ajeitou o vestido
Enamorou
Cresceu rápido
Enmoçou
Saudade sentiu
Problemas surgiram,
mas quem está imune?
Responsabilidade chegou
Hoje é um bom dia pra fotografar...
No ombro a máquina
E pela rua só girassóis ela desejava encontrar
Percebeu família e amigos por perto
Ficou sorriso aberto
E esperou que o dia acabasse, assim,
- Infinito -
De lembranças boas repleto


26.05.10 - MarinaC.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

#60 - seus olhos

[ Hoje, só uns pensamentos soltos... ]

Imagine o mar.
Agora um alguém com olhos de mar aberto.
Isso é lindo.
- Eu me empolgo, admito.
Mas, é lindo mesmo...
Já imaginou?

Imagine, agora, mergulhar...
Se eu mergulhar, capaz de não querer voltar.
Querer (a)mar. Querer (a)mar. Navegar.

Capaz até de sereia virar...
Adorar Iemanjá e tudo mais que você
puder, agora, imaginar...
-Eu me empolgo, admito.
Mas, não é lindo pensar? =]

18/05/10 - MarinaC.

sábado, 15 de maio de 2010

#59 - límpido

Ora caminho vago
E vou vagando
Ora sem brilho
Ora sem cor

Outrora pétalas de fina flor
Orquídea
Jasmim
Tulipa
Tudo aparece pra encher
o mundo de cor
E até Giragirassóis,
girando horizontes
Ou vermelha-flor,
enxendo de paixão os sonhos

O sol já está em nossas mãos
Espanto de dor
Espanta a dor
Qualquer cor que triste for
E daí
um arco-íris pinta minh(noss)'alma

09/05/10 - MarinaC.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

#58 - um real de amor

[ Uns versos meio atarantados... completando pensamentos
vagos de outrora. Espero que gostem!
- Ah, quero desejar Feliz Aniversário a um queridíssimo colega
de nome Yslan. Inclusive ele tem até um blog, mas anda um
tanto quanto relapso. Rs Um beijo pra você e volte a postar! ]


Qual fascínio ele vê em viver assim
Entregue, a mercê, de um amor passageiro
Com pré-destinado fim?
Tal qual mendigo na porta da lanchonete
Implorando um olhar
Estendendo a mão
A um(a) qualquer que passar...

Qual fascínio lhe brota no peito
pra querer cultivar tal desapego
À vida a dois?
Que fascínio, me diga, lhe bole por dentro
pra insistir em cultivar tamanho desprezo
Ao laço sem fim?
Qual fascínio, meu Deus, existe em
"mendigo" mesquinho
Que pede centavos
Que implora até um real de amor
Mas, nega-se ao olhar mais profundo?

Que fascínio é esse em cultivar
tamanho medo?
Tamanha indecisão - Não sei!
É essa solidão da alma...
E a vastidão do coração?
Nem quer explorar
Quer só esse desejo íntimo acorrentar
E pede razão, e pede razão, razão...
Tanta que deixa de lado qualquer emoção
Qualquer vida
Qualquer coração



07/05/10 - MarinaC.